26/10/2012

Tricolor para SEMPRE

Luis Fabiano conta que diretoria do São Paulo quer que ele continue no clube quando se aposentar


Foto: Vipcomm

Em sua segunda passagem pelo Tricolor, Luis Fabiano Clemente, 31 anos, foi atrapalhado por uma série de contusões e não pôde ajudar o grupo tanto quanto queria. Por causa da seca de títulos, virou alvo e sofreu com a perseguição de um grupo de torcedores. Explosivo, também ficou marcado por causa das suspensões. Mas nada disso intimida o camisa 9, que ressurge cada vez mais forte, vem pulverizando recordes e sendo decisivo para o Tricolor arrancar neste final de temporada. Em entrevista exclusiva ao Agora, o atacante fala sobre a mudança de comportamento, a busca por títulos, Copa do Mundo, racismo, família, medo de avião e revela, pela primeira vez, que o São Paulo o quer mesmo após o final da sua carreira. (Marcel Thomé)

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Repórter: Depois da eliminação do São Paulo na Copa do Brasil deste ano, uma das torcidas organizadas do clube pegou bastante no seu pé, cobrando bastante. Por outro lado, os torcedores comuns te apoiaram e criticaram a organizada. Ficou alguma mágoa daquele episódio, você espera algum pedido de desculpas?


Luis Fabiano: Não tem nenhuma mágoa, também não espero nenhum tipo de desculpa. Futebol mexe com sentimentos e às vezes a torcida se excede e acaba criticando um ou outro jogador. É normal dentro do futebol, a gente já viu isso várias vezes. Eu me apego aos que me apoiaram e que hoje podem ver tudo que eu passei e que estão felizes por ter me apoiado em um momento difícil, por saber que uma hora eu ia dar a volta por cima e trazer alegria.

Repórter: Desde a chegada de Ney Franco, tanto você, quanto os outros jogadores vem diminuindo o número de cartões tomados. Foi preciso passar por um psicólogo ou você realmente recebeu uma multa do clube?

Luis Fabiano: No meu caso, o basta já tinha sido estabelecido no jogo contra o Atlético-MG (quinta rodada do Brasileirão, vitória do Tricolor por 1 a 0, Fabigol foi expulso), nem era o Ney Franco o treinador. Foi ali que eu comecei a ver que eu vi que estava me prejudicando e prejudicando o time. Eu mesmo decidi mudar e mudei. Quando eu quero uma coisa, corro atrás e vou até o final. Não conversei com ninguém (psicólogo) porque acho que não preciso disso. Com 31 anos, com a experiência que eu tenho, tinha mais é que mudar de atitude e foi o que aconteceu. Agora, o Ney Franco tem conseguido trabalhar este aspecto psicológico. O cartão é mais psicológico que qualquer outra coisa. O momento que a gente tomava muito cartão, era um momento em que a gente não estava legal no Campeonato Brasileiro, tinhas altos e baixos e isso mexe muito com a cabeça do jogador.

Repórter: Depois de uma boa arrancada no Brasileirão, o São Paulo enfim conseguiu entrar no G-4. Você acha que o time achou a melhor maneira de jogar?

Luis Fabiano: Acho que a maneira ideal hoje, é a maneira que a gente está jogando. Foi encontrado o lugar certo para certos jogadores e isso é aparente no rendimento de todos. O Ney Franco pegou um time muito desfigurado. Sinceramente, o nosso time não se encontrava dentro de campo, era só ataque e defesa. E hoje, ele tem conseguido mudar isso aí, com defesa e ataque junto, em um bloco só. A gente tem assimilado bem o que ele pede e é por isso que tem crescido.

Repórter: Então é possível terminar o ano em uma boa posição no Brasileiro e com o título da Copa Sul-Americana?

Luis Fabiano: É possível pela qualidade que a gente tem. No Brasil, com todo o respeito, o elenco do São Paulo não perde para ninguém, não nenhum time muito superior ao nosso. No começo do ano, a gente tinha muito problema, não encontrava uma maneira de jogar, era desorganizado. E hoje com uma tática definida a gente é muito forte e temos possibilidade de ganhar a Copa Sul-Americana.

Repórter: Acredita ter condições de disputar a Copa do Mundo em 2014?

Luis Fabiano: Hoje, não. Não estou sendo convocado com frequência. Existem jogadores que estão na frente. Se a Copa fosse na semana que vem, não sei se eu estaria no grupo. Se estivesse, seria uma grande surpresa. Não por não ter condição, pois eu vivo um momento muito bom e acho que tenho muita condição de estar na seleção. Tem muito tempo até a Copa do Mundo e acho que devo, pouco a pouco, cavar meu espaço.

Repórter: Quem são seus maiores concorrentes na disputa por uma vaga na seleção?

Luis Fabiano: São o Hulk e o Leandro Damião, os dois que vem sendo convocados. Não é Fred, nem Vágner Love, pois também não estão sendo convocados.

Repórter: Atualmente, você é o sétimo maior artilheiro da história do Tricolor, com 153 gols e está próximo de passar o Muller, que tem 161, além de ser, ao lado de Serginho Chulapa, o jogador que mais fez gols pelo clube em Brasileiros, com 83 gols. Como se sente quebrando estes recordes?

Luis Fabiano: Fico feliz com recordes que estou conquistando, mas não me ligo muito, não. Não fico olhando se tenho que fazer tantos gols para passar este ou aquele, deixo acontecer. O grande objetivo na minha volta ao São Paulo é a conquista de um título. Número de gols é consequência, pouco a pouco, vou fazendo e chegando ao topo da artilharia do São Paulo, mas espero ter alguns títulos no currículo também.

Repórter: Com 28 gols em 35 jogos nesta temporada, você tem uma ótima média de 0,80? gol por jogo. Tem alguma meta?

Luis Fabiano: Minha meta é fazer mais dois gols e chegar aos 30. No começo do ano, prometi em um programa esportivo que faria 30 e promessa é dívida. Quando você promete, o povo fica esperando não chegar à meta, para te dar uma pancada. Então só espero fazer estes dois que faltam para ficar aliviado. Depois o resto é lucro e consequência.

Repórter: No lado pessoal, sua terceira filha (Giulie) acaba de nascer, é complicado ser jogador de futebol, com rotina de viagens e concentrações, e dar conta do papel de ser pai de família?

Luis Fabiano: Aqui no Brasil é bem complicado. Gostaria de fazer muito mais coisas com minhas filhas, mas por alguns motivos é difícil. Não tenho muito tempo livre e quando tenho, não ficar me aventurando por aí, porque, infelizmente, eu não vou ter a tranquilidade que eu gostaria de ter com elas. Não posso ir a um shopping com elas, pois é difícil o assédio. Não que eu não goste, é o reconhecimento do que eu tenho feito dentro de campo.

Repórter: Tem algum vício na vida?

Luis Fabiano: Meu vício é pescar, mas, ultimamente, não tenho tido tempo. Sempre que posso, vou pescar com meus cunhados.

Repórter: Qual é o seu maior medo?

Luis Fabiano: Tenho medo de avião. Quando eu vou para a Europa tomo um remédio para dormir, mas mesmo assim não consigo. É um pavor, só de entrar no avião a mão já começa a suar e meu Deus. Mas faz parte do trabalho, não tem jeito.

Repórter: Até quando pretende continuar jogando?

Luis Fabiano: Gostaria de jogar até os 35 ou 36 anos, se estiver em alto nível. Mais que isso, acho que não dá não.

Repórter: Já tem planos para o que vai fazer depois de encerrar a carreira como jogador?

Luis Fabiano: O que fazer depois de parar de jogar é algo que tem me preocupado. Não tenho nada em vista, ainda não tenho nada definido na minha cabeça, só sei que gostaria de trabalhar com futebol. Não vou ser técnico e nem quero algum cargo muito ligado ao time, que tenha de viajar sempre. Se tudo correr como me disseram [diretores do Tricolor], continuarei no São Paulo após encerrar a carreira, vamos ver se vão cumprir a promessa. Muita gente da diretoria fala para eu continuar aqui no clube, porque a ligação é muito forte, de repente pego um cargo na comissão técnica. Cargo na diretoria, político, não quero, não. Quero estar ligado ao time e aos jogadores, algo assim. Vamos ver.

Repórter: Após a queda na Copa do Brasil, o São Paulo recebeu uma proposta do Al Rayyan, do Qatar, que fez você balançar para sair. Como foi aquela proposta?

Luis Fabiano: Com sinceridade, a gente nunca pode descartar qualquer possibilidade. Naquela ocasião, eu não sabia o que o São Paulo queria fazer. Receberam a proposta e não falaram nada para mim, não disseram se tinham interesse de eu ficar, nem de eu sair, ficou no ar. Até eu tomar a decisão de ficar. Lógico que meu pensamento agora é de ficar no São Paulo e cumprir meu contrato, mas tem de saber se as duas partes estão contentes e satisfeitas.

Repórter: Se recebesse uma proposta de um time grande da Europa, pensaria com carinho na possibilidade de sair?

Luis Fabiano: Nunca escondi de ninguém o sonho de jogar em um grande clube da Europa. Tive muitas propostas quando estava no Sevilla-ESP, mas por algum motivo, não me deixaram ir embora. Porém, para sair hoje teria que ser algo muito interessante, não só para mim quanto para o São Paulo. Hoje estou feliz por completo, não tem motivo para eu sair.

Repórter: Certa vez, você disse que tinha presenciado um episódio de racismo vindo da torcida contra o Eto‘o no Campeonato Espanhol. Dentro de campo, já viu ou foi ofendido com atos racistas?

Luis Fabiano: Dentro do futebol acontece a toda hora. Jogar contra a Argentina, eles te chamam de negrito o tempo todo, ficam insultando pela cor e por ser brasileiro. Isso é normal, acontece mais pela provocação e não por ser racista. É para provocar e desestabilizar o jogador. Se eu for me preocupar com o que me falam dentro de campo, não posso jogar futebol. Agora quando é a torcida que faz isso ou joga banana, aí já é desleal, é racismo de verdade e com isso eu não concordo. Isso dói.

Repórter: Quem foi seu melhor parceiro de ataque na carreira?

Luis Fabiano: É complicado dizer, jogo com Lucas, Jadson e Osvaldo que me ajudam muito, Já joguei ao lado do Ronaldo Fenômeno também. Mas, por justiça e por tudo que eu conquistei, o Kanouté [malinês, que atualmente joga no Beijing Guoan-CHN] é o parceiro que mais me completou dentro do campo. Ganhamos seis títulos em sete anos jogando juntos e marcamos muitos gols.

Repórter: Devido às lesões que teve neste ano _foram sete_ você acabou ficando de fora de muitos jogos e mesmo assim tem uma média muito boa. Se não tivesse tantos problemas acredita que estaria melhor ainda?

Luis Fabiano: Acho que se eu tivesse mais tempo dentro de campo e para treinar, minha média seria diferente. Tudo conspira para dar certo, treinando bem e jogando bem, a tendência é que eu tivesse mais gols e uma média maior se não tivesse essas lesões.

Repórter: Quais foram o melhor e o pior ano de sua carreira?

Luis Fabiano: Meu pior ano foi em 2004. Saí do São Paulo mal, cheguei no Porto mal, continuei no Porto mal, foi bem ruim. O melhor foi em 2007, jogando pelo Sevilla, quando fiquei entre os 15 eleitos melhores jogadores do mundo, quase fui artilheiro do Campeonato Espanhol [marcou 24 gols contra 27 de Guiza, do Mallorca] e conquistei três títulos [antiga Copa da Uefa (hoje Liga Europa), Copa do Rei da Espanha e Supercopa da Espanha].

Entrevista publicada no jornal Agora São Paulo no dia 21 de outubro de 2012.





30/01/2012

Em visita ao Itaquerão, braço direito da CBF acusa imprensa

Durante a visita do minis­tro do Esporte, Aldo Rebelo, às obras do Fielzão na manhã de hoje, o presidente licenciado do Corinthians, Andrés Sanchez disse que os jornais não falam a verdade. Mesmo depois de admitir que sua gestão não havia dado a importância necessária às categorias de base, Andrés resolveu distorcer o fato e acusar a imprensa.
Aproveitando a deixa de Rebelo, que parabenizou o clube pela conquista da Copa São Paulo, o ex-presidente do Corinthians disse, em outras palavras, que os jornais mentem.
“Aproveito a oportunidade para dar os parabéns ao Co­rinthians pela oitava conquista da Copa São Paulo de futebol júnior. Aliás poucos dias depois de os jornais anunciarem que o Corinthians tinha abandonado as divisões de base. Mas o Corinthians mostrou que tem uma divisão de base forte”, disse.
Andrés respondeu: “O que eles [jornais] falam, não é verdade.”
Onde está a hombri­dade de admitir o que fez e o que falou, Andrés?
Vindo de alguém que anda de braços dados com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não surpreende nem um pouco.

10/01/2012

JORNALISTAS COM VISÃO DE EMPRESÁRIO




Divulgação/Cruzeiro Esporte Clube

Durante a semana li milhões de matérias, comentários e colunas sobre futebol. O tópico da vez é a transferência do meia argentino Montillo, do Cruzeiro para o Corinthians.
Concordei com muita coisa que foi dito sobre a qualidade do jogador, um dos melhores meio-campistas, senão o melhor, do Brasil. Porém, algo negativo também chamou minha atenção: a visão de "empresário de jogador" que alguns jornalistas/colunistas/torcedores têm sobre o assunto.
Dizem que o time mineiro deveria vender logo seu melhor jogador para o atual campeão brasileiro, pois ele está prestes de completar 28 anos (faz aniversário no dia 14 de abril) e, talvez a Raposa não tenha outra oportunidade de lucrar com a venda do jogador.
Essa é a visão que toma conta dos brasileiros que se acostumaram a ver seus craques sendo vendidos para outros clubes, principalmente do exterior. Fixou-se a ideia de que jogador bom/excelente/craque será vendido de qualquer forma. Mas a história vem mudando e o caso de Neymar exemplifica isso. Lucas e Leandro Damião também continuam por aí.
Já está na hora de os companheiros de imprensa, torcedores e clubes de futebol passarem a pensar no futebol como um espetáculo de entretenimento. O torcedor que acompanha seu clube quer ver títulos, quer ver seu time campeão. Não quer que seu clube do coração lucre com a venda de seu melhor atleta, ou seja, seu ídolo.
É fato que Montillo faria bem a qualquer equipe no Brasil e, no meu entendimento, no mundo. Mas faz muito melhor aos olhos dos cruzeirenses que têm a chance de vê-lo em campo todos os finais de semana vestindo a camisa azul-celeste.
Fica, Montillo!

Juliana Flister/Globoesporte


QUEM É O AJAX QUE ENFRENTA O PALMEIRAS

O time holandês, que enfrenta o Palmeiras no próximo sábado, às 17h, no Pacaembu, veio completo para o amistoso internacional em território brasileiro.
O Ajax, que é o quarto colocado no Campeonato Holandês, não é mais a potência europeia de outrora, mas possui alguns bons jogadores, que devem chamar a atenção no amistoso.

1- Os meio-campistas:
De Jong - meia de habilidade e criação. Chega bem ao ataque e marca muitos gols.
Eriksen - meia da seleção dinamarquesa, tem bom passe e também atua na faixa de criação do time.
Janssen - meio-campista, capitão da equipe e eleito o melhor jogador do futebol holandês na temporada 2010/11, atuando no Twente.
Enoh - o camaronês dá a sustentação para a zaga do time, atuando como volante. Veio ao Brasil, pois seu país não se classificou para Copa Africana de Nações de 2012.
Nicolas Lodeiro - o meia da seleção uruguaia e ex-Nacional de Montevideo, chegou à equipe na temporada passada e ainda não se firmou no time titular, porém tem boa técnica e habilidade e deve entrar na segunda etapa. O jovem uruguaio já é conhecido dos palmeirenses, pois ajudou sua ex-equipe a bater o Verdão nas quartas de final da Libertadores de 2009.

2- Os atacantes:
Sulejmani - o atacante sérvio tem boa capacidade de finalização, mas atua mais como segundo atacante.
Kolbeinn - jovem finlandês de 21 anos, se destacou na última tempora
da jogando pelo AZ e se transferiu para a atual equipe por 4, 5 milhões de euros.

3- Os defensores:
Van der Wiel - lateral direito vice-campeão do mundo com a seleção holandesa, bom na defesa e no apoio.
Vertonghen - zagueiro belga com boa impulsão e antecipação. Já é especulado nos grandes clubes da Europa.
Alderweireld - jovem zagueiro belga, se destaca pela força física e chutes fortes de fora da área. Desde de 2009 vem sendo convocado para a seleção de seu país.
Ooijer - veterano zagueiro , de 37 anos, que já atuou na seleção laranja e dá o toque de experiência na equipe.
Bruno Silva - outro uruguaio que não é desconhecido para os brasileiros. Zagueiro/lateral, que é reserva na equipe holandesa e já atuou no Internacional de Porto Alegre.

O Ajax atualmente disputa o Campeonato Holandês, a Copa da Holanda (onde joga contra o AZ Alkmaar, partida que foi adiada devido ao incidente entre um torcedor do Ajax, que invadiu o campo para agredir o goleiro do AZ) e a Liga Europa (vai enfrentar o Manchester United na próxima fase).

Após o jogo amistoso do próximo sábado, os "Judeus", como é chamado o Ajax na Holanda, voltam as atenções para o campeonato local onde enfrentam no domingo, dia 22, fora de casa, o AZ Alkmaar, líder do Holandês.

08/09/2011

COMO ENTENDER MONTILLO FORA DA SELEÇÃO ARGENTINA?

Foto/crédito: Divulgação
Meia-atacante do Cruzeiro come a bola no Brasileirão, mas não é lembrado em seu país.

Não é de hoje que o meio-campista Walter Montillo, 27 anos, é um dos melhores jogadores do Brasil. Desde o último ano, quando se destacou no primeiro semestre atuando pela Universidad do Chile na Libertadores da América, o hermano chamou a atenção e foi contratado pelo time azul de Belo Horizonte.
A partir daquele momento passou a fazer história e foi eleito o melhor meia-direita do Campeonato Brasileiro 2010.
No meu entender, pelo futebol que vem mostrando a cada rodada, Montillo teria lugar em qualquer seleção do mundo. Mas não para Alejandro Sabella, treinador da seleção argentina e muito menos por seus antecessores no cargo, Batista e Maradona.

Nada contra jogadores convocados para o último jogo de nossos vizinhos, o amistoso contra a Nigéria. Nada contra Messi (muito pelo contrário), nem contra Di María ou José Sosa (este último até tenho um pouco contra. Joga no explêndido futebol ucraniano, no Metalist, time de Cleiton Xavier e Taison), mas o cruzeirense não pode ficar fora desse time, que vem sofrendo nas últimas competições oficiais que disputa. Vide a Copa do Mundo da África do Sul, quando caiu de quatro frente aos ótimos alemães e a mais recente Copa América, jogando em casa e dando adeus à competição com um empate com Uruguai no tempo normal, e derrota nos pênaltis.

Foto/crédito: Site do clube
Outro que tem espaço de sobra no selecionado do país vizinho, mas nunca é lembrado, é um meia pouco conhecido no Brasil, mas que foi o melhor jogador do Vélez Sarsfield, semifinalista da última Libertadores, Juan Martínez, de 25 anos. Muito melhor dos que acabaram indo para a Europa nesta janela do meio do ano, Ricardo Alvarez (Internazionale-ITA) e  Maximiliano Moralez (Atalanta-ITA). Joga praticamente na mesma posição de Montillo. Vezes armando a equipe, outras chegando à frente para concluir a gol. Ambas com grande qualidade.

No setor defensivo, Sabella tem problemas (assunto para outro post), mas no meio de campo não podemos dizer o mesmo.

27/07/2011

Com o dinheiro do povo

Carlos Alberto Sardenberg – O Estado de S.Paulo

Mesmo que a abertura da Copa do Mundo de 2014 não aconteça no estádio do Corinthians, o time paulista já está no lucro. E que lucro! Uma arena novinha em folha, totalmente financiada com dinheiro público, parte emprestada, parte dada. Desde já, é o primeiro dono de um belo legado da Copa.
O Corinthians tinha um terreno em Itaquera – doado pela Prefeitura de São Paulo – e um projeto de estádio, para o qual teria de buscar financiamento privado, como, por exemplo, está fazendo o Palmeiras em seu novo Palestra Itália. Ao se tornar estádio da Copa e, possivelmente, do jogo inaugural, depois de arquitetada a desclassificação do Morumbi, o empreendimento corintiano habilitou-se aos financiamentos e incentivos especiais. Mesmo não sendo a sede da abertura, o dinheiro público será providenciado, pois a nova arena permanecerá como única alternativa de jogos em São Paulo.

Eis como ficou o pacote de R$ 820 milhões para a construção de um estádio de 48 mil lugares, com capacidade para ser ampliado para 68 mil:

o BNDES emprestará R$ 400 milhões – isso, claro, não é dinheiro dado, pois o empréstimo terá de ser pago. Mas os juros são subsidiados e as condições gerais, melhores, por ser obra da Copa;

e a Prefeitura de São Paulo concederá um benefício fiscal de R$ 420 milhões. Isso é praticamente dinheiro dado.

A propósito, cabe aqui uma retificação. Tratamos deste assunto em artigos anteriores, salientando, então, que incentivo fiscal não é doar dinheiro. Como isso ocorreria? O empreendimento será administrado por um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) e construído pela Odebrecht. O incentivo tradicional seria cancelar a cobrança dos impostos municipais (IPTU e ISS) sobre as atividades diretas ali, no canteiro de obras. Por exemplo: a subcontratação de pequenas construtoras não pagaria ISS.

Mas será mais do que isso. A Prefeitura emitirá uma espécie de títulos – Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento – e os entregará para o FII responsável pela construção da arena. Esse fundo poderá vender os certificados para empresas que tenham IPTU e ISS a pagar. Assim, contribuintes que pagariam seus impostos em dinheiro para a Prefeitura vão entregar certificados comprados do fundo.

Por que fariam isso? Porque obviamente vão adquirir os certificados com desconto no mercado financeiro. Assim, um certificado com valor de face de R$ 1 milhão pode sair por, digamos, R$ 900 mil. O fundo “corintiano” embolsa os R$ 900 mil, cash, e a outra empresa abate R$ 1 milhão de ISS e IPTU. A Prefeitura recebe os títulos e os cancela. E deixa de receber cash os R$ 420 milhões. Todo o dinheiro fica para o fundo aplicar no estádio. Sem precisar devolver nada.

Isso não cabe na expressão “dinheiro dado”?

Há, ainda, um problema aqui. Construtora e Corinthians dizem que o estádio sairá por R$ 820 milhões, a serem cobertos pelo financiamento do BNDES e pelos certificados da Prefeitura. Mas como estes serão vendidos com desconto, o fundo construtor receberá por eles algo em torno de R$ 375 milhões, supondo um deságio de 10%. Feitas as contas, faltarão uns R$ 45 milhões para os R$ 820 milhões orçados. De onde virá isso?

Além disso, se for confirmada como o palco do jogo de abertura (com a Seleção Brasileira), a arena corintiana vai receber mais investimento público. O governo paulista vai colocar algo entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões para instalar ali os 20 mil lugares provisórios e, assim, chegar aos 68 mil necessários para um “estádio abertura de Copa”. Como dizem diretores do Corinthians: o timão precisa de um estádio de 48 mil lugares; se a Prefeitura e o governo estadual querem a abertura, têm de pagar por isso.

O governador Alckmin sustenta que o investimento é para obter a abertura da Copa, evento que considera muito positivo para melhorar a imagem mundial de São Paulo. O prefeito Kassab bate na mesma tecla. Ambos acrescentam que o evento trará muita gente e muitos negócios para a cidade.

Será? Começa que essa conta é sempre muito duvidosa. Além disso, o caixa do governo é um só. O dinheiro que se gasta com Copa é subtraído de outras áreas e objetivos. Assim, cabe a questão: o que traz mais benefícios duradouros para o contribuinte-pagador, o evento Copa ou metrô, corredores de ônibus, escolas, hospitais, etc.?

Isso vale para todos os governos estaduais e prefeituras de cidades-sede. Todos colocam cada vez mais dinheiro na Copa.

Políticos e governantes fazem isso alegremente, tendo a certeza de que o povo quer a Copa e vai curti-la. Mas não pode ser assim, tão ligeiro. O certo seria ter colocado a questão claramente ao contribuinte. Assim: “Querem a Copa? O.k., mas é cara. Vai custar tantos bilhões de reais, a maior parte disso virá do governo, ou seja, do seu bolso. E esse dinheiro poderia ir para hospitais e escolas. Tudo bem?”.

Não houve debate. Só se pensou naquilo: ganhar a Copa no Maracanã. E muitos governantes garantiram que não colocariam dinheiro em estádios e obras que não fossem permanentes. Agora, estão invertendo as responsabilidades e os compromissos. E nos dizem: “Não queriam a Copa? Então vamos ter de gastar, e rápido, porque já está atrasado”.

Como se não fossem responsáveis por nada disso.

Todos os países gostam de fazer Copas e Olimpíadas. Alguns fizeram bem feito, outros foram muito mal. Estamos indo pelos maus exemplos. Mas quem sabe o debate ajude a salvar a Olimpíada.

E, para piorar tudo, a Seleção não joga bola. Já pensaram, gastar um dinheirão, gastar mal e ainda perder?

14/04/2011

Vitória da eficiência

Manchester United x Chelsea - Jogo da volta pela UEFA Champions League 10/11

RED DEVILS DERRUBAM CHELSEA ( E, TALVEZ, ANCELOTTI)

No confronto entre as maiores forças do futebol inglês dos últimos anos, o equilíbrio imperou desde o início. O Chelsea necessitava da vitória por 1 a 0 para levar a decisão para os pênaltis ou qualquer outro resultado de vitória para avançar às semi finais devido à derrota por 0 a 1 sofrida no jogo de ida, em Londres, válido pelas quartas de final do torneio.

Carlo Ancelotti, manager dos Blues, apostou mais uma vez no maior investimento do dono do time, Roman Abramovich, na temporada e escalou o espanhol Fernando Torres, que vive fase terrível e ainda não marcou um gol sequer pela equipe londrina. Deixando o habitual centroavante titular, Didier Drogba, no banco de reservas.

O JOGO

Jogando com o regulamento "de baixo do braço", o time de Sir Alex Ferguson começou a partida estudando o adversário, porém o Chelsea precisava vencer e saiu para o ataque. Os homens de Ancelotti dominaram a disputa até quase os 35 min, tiveram três oportunidades de marcar com Anelka, depois de bola ajeitada por Torres, outra com o meia Lampard, após boa jogada individual de Malouda pela esquerda de ataque e com o francês Anelka, novamente, em chute da entrada da área que passou rente ao ângulo direito de Van der Sar. Anelka, pela direita e Malouda, pela esquerda, confundiam o sistema defensivo do adversário porque não ficavam jogando abertos o tempo todo. Em vários momentos, fechavam pelo meio e atuavam como armadores ajudando Lampard.

A partir dos 35 min, o Manchester United conseguiu acertar a marcação e começou a tomar as rédeas do confronto. Passou a pressionar e a roubar bolas no setor ofensivo. Com essa pressão, logo chegou ao gol que abriu o placar. O fenômeno Giggs fez boa tabela com Park e cruzou a bola para Chicharito Hernandez, que marcou quase em baixo da trave. E a primeira etapa acabou com domínio dos donos da casa.

No segundo tempo, os Blues vieram ainda mais para cima dos Diabos Vermelhos. Voltaram com tanta vontade, que logo no início, o brasileiro Ramires fez uma falta no campo de ataque e acabou expulso por ter levado o segundo cartão amarelo. Pouco tempo depois, Ancelotti resolver por Drogba em campo.

O atacante entrou no lugar do questionado atacante Fernando "El Niño" Torres. Na primeira bola que recebeu em boas condições o centroavante marfinense igualou o placar. Drogba recebeu belo passe de Essien, matou no peito e virou para fuzilar a bola para o fundo do gol do United. 1 a 1.

A apartir daí, todos esperavam que a pressão do Chelsea em busca da virada fosse acontecer, mas logo na sequência, um minuto depois, o galês Ryan Giggs recebeu a bola de Rooney quase na meia-lua da área do adversário e achou Park entrando pelo lado esquerdo. O sul-coreano recebeu e chutou forte, de canhota, no canto esquerdo de Cech. Manchester 2 a 1.

O time londrino ainda brigou até fim da partida para tentar a virada que lhe daria a classificação, porém o Manchester United conseguiu neutralizar os jogadas ofensivas do rival e só esperou o apito final.

Os vermelhos de Manchester pegam agora o vencedor do confronto Schalke 04 x Internazionale, nas semifinais da Champions League.

Aqui você pode ver os gols da partida: http://espn.estadao.com.br/championsleague/noticia/185924_VIDEO+UNITED+VOLTA+A+FRUSTRAR+SONHO+DO+CHELSEA+E+AVANCA+AS+SEMIS+DA+CHAMPIONS#video

11/03/2011

Fabuloso está de volta (de onde vem a grana?) e Kleber pede desculpa

Crédito da foto: Site oficial SPFC

Notícia bomba desta sexta-feira de calor em São Paulo.

O centroavante titular da seleção brasileira na última copa, Luis Fabiano, 30 anos, foi recontratado pelo São Paulo F.C. O acordo foi divulgado oficialmente pelo presidente do tricolor paulista, Juvenal Juvêncio e o contrato terá duração de 4 anos. O time do Morumbi pagará ao Sevilla cerca de 7,6 milhoes de euros que serão divididos em quatro anos. O clube diz que parte do dinheiro virá de novos programas sócio-torcedor que o clube deve lançar em breve. Me parece meio estranho que consiga desembolsar tanta grana assim e não me espantarei se, mais adiante, ficar claro que alguma porcentagem dos direitos federativos de algumas jovens promessas foi incluída no negócio.

Trata-se de uma ótima contratação e, provavelmente, o clube terá de se livrar de um de seus atacantes, pois já conta com Dagoberto, Fernandinho, Wilian José, Lucas Gaúcho, Henrique e Fernandão, este último deve o escolhido pela diretoria. Especulações sugerem que será liberado para atuar no rival Palmeiras, que vem procurando um atacante de área como Fernandão, há um bom tempo.

Não sei em que condições fisícas Fabuloso chega. Porém, quando (se precisar) entrar em forma, ele se encaixará como uma luva no veloz ataque são paulino. É ótimo para o futebol brasileiro que jogadores como ele voltem para o país. Tem velocidade, muita força e ótima capacidade de finalização. Um matador. A apresentação do atacante está marcada para o dia 30 de março.



Pelo São Paulo, Luis Fabiano já atuou em 160 jogos e fez 119 gols. Como divulgou na última semana, ele queria voltar ao tricolor para se tornar um dos maiores artilheiros da história do time, já é o 12º na história. Boa sorte.

Gladiador volta atrás

Me parece que Kleber tenha sido instruído por seu empresário Pepe Dioguardi a atacar Felipão, via Twitter, nesta sexta-feira. Os comentários do empresário em sua página, no mesmo Twitter, comprovam. "Toda vez, que o Gladiador, for citado ou criticado, por alguem do clube, publicamente, a resposta virá da mesma maneira. Sempre será assim.", cravou Dioguardi. Kleber foi mal.

Ao final da tarde de hoje, a assessoria de imprensa palmeirense divulgou um video no qual o "Gladiador"se desculpa pela maneira como se posicionou contra Felipão. Veja aqui: http://www.palmeiras.com.br/noticias/2011/03/11/17h26-id4449-depoimento+do+kleber+exclusivo+para+o+torcedor+palmeirense.shtml

Do outro lado da moeda, o técnico palmeirense esbanjou categoria ao por panos quentes na situação constrangedora em que se encontrava. Felipão foi bem.

10/03/2011

Ótimo texto de Tim Vickery, inglês que vive no Brasil

De autoria de Tim Vickery, correspondente da BBC no Brasil:

PONTOS CORRIDOS ASSIM É UMA PIADA

Quando deixei a Inglaterra para tentar a sorte no Brasil, em 1994, o futebol da minha terra nativa gerava pouco interesse por aqui. Passava na TV o jogo de segunda-feira, normalmente com times menores, e assisti-lo era considerada a maior prova imaginável de amor ao futebol.
As coisas mudam, culturas se transformam, o mundo evolui. Dezessete anos mais tarde, a Premier League é referência do sucesso, o grande sonho de consumo de todas as emissoras aqui que transmitem futebol internacional. Claro, diferenças existem. O Brasil não pode e nem deve imitar todos os aspectos do sucesso inglês. Mas, em linhas gerais, há alguns conceitos do outro lado do Atlântico que podem ser úteis nesse momento fascinante que vive o futebol brasileiro.
O primeiro é o valor de uma negociação coletiva dos direitos de transmissão. Basta comparar a Inglaterra com a Espanha. O Real Madrid e o Barcelona ganham fortunas vendendo individualmente – os outros clubes nem tanto. O desequilíbrio é enorme, e o campeonato perde. Antes da temporada atual, na janela de transferências, os clubes espanhóis venderam mais do que compraram. O grande comprador foi o futebol inglês, onde, com mais dinheiro da televisão, até os times menores foram capazes de adicionar qualidade aos seus elencos.
Claro, o Brasil não é a Espanha. Vender os direitos individualmente aqui não representa exatamente o mesmo perigo, por causa do tamanho do país e da quantidade de clubes grandes. Mas há um assunto mais importante do que a venda dos direitos, mais fundamental para o futuro do futebol brasileiro, onde a união dos clubes é essencial – e, neste caso, o exemplo que vem da Inglaterra é perfeito.
Um voto por cada clube, 92 clubes profissionais, e o peso de um Workington Town é igual àquele do Manchester United. Aí, o futebol inglês vivia uma ditadura dos pequenos, com uma divisão de renda entre os 92. Tratava-se de uma estrutura inadequada para os interesses dos clubes que investiam mais e atraíram mais interesse do público. Resultado: em 1992 veio o ponto de partida do sucesso atual. A Primeira Divisão caiu fora para criar a sua própria estrutura – exatamente o desenvolvimento que o futebol brasileiro está precisando agora.
No Brasil, a ditadura dos pequenos é mais nociva ainda. Quem controla os pequenos controla as federações, e quem controla as federações controla a CBF e o calendário. Consequência: os grandes clubes passam meses no início do ano desperdiçando seu tempo e seus recursos jogando contra times sem torcida em campeonatos estaduais que já foram necessários, mas que deixaram de ser há um tempão.
O pior é que os Estaduais matam o início da atração principal, o Brasileirão. Um campeonato de pontos corridos tem que ter uma pausa antes – aí que cresce a magia do torcedor (“este vai ser nosso ano!”). É desta forma que o jogo ganha o poder de um grande evento. A primeira rodada deve ser a maior festa do futebol. Mas o futebol brasileiro adotou os pontos corridos em uma maneira que joga fora a grande vantagem do formato. A bola começa a rolar sem magia nem mistério. O Estadual acabou de terminar. O torcedor já está bem ciente dos defeitos do seu time – que, além do mais, pode ser cheio de reservas na primeira rodada, os jogadores-chave guardados para a fase decisiva da Libertadores ou da Copa do Brasil.
Fazer pontos corridos assim é uma piada de mau gosto, uma aula de incompetência organizacional – causada pela existência dos Estaduais. A estrutura do poder do futebol brasileiro não vai acabar com os Estaduais – seria que nem um peru votando a favor do Natal. Portanto, como aconteceu na Inglaterra, os grandes clubes têm que ter a união para criar uma nova estrutura.

Brigar sobre quem foi o campeão de 1987 é o de menos. O futuro está em jogo.

18/02/2011

Cigarro e futebol

Mais uma vez, a polêmica está instalada no mundo do futebol. Novamente, como nas últimas semanas, os personagens são Ronaldo e Roberto Carlos. O fato é que foram divulgadas fotos dos dois fumando em festa particular que Ronaldo deu em sua casa, para comemorar/homenagear a vitória do lutador Anderson Silva sobre Vitor Belfort na última edição do UFC (torneio de vale-tudo).

No twitter, muita gente criticou e outras muitas defenderam os craques, entre eles jornalistas. Muitos disseram que era errado, pois eles são personagens super conhecidos no mundo todo e que estavam dando mau exemplo.

Porém, a festa na qual foram flagrados era particular, não era aberta para a imprensa. E portanto, as únicas pessoas que poderiam ver aquela cena e talvez serem influenciados eram os próprios convidados. As imagens foram captadas por um paparazzi que subiu no muro da residência e as registrou.

No twitter, Ronaldo manifestou sua indignação: "sempre respeitei aos fotografos e sempre tentei ajudar ! so que dessa vez passaram do limite ! subir no muro e tirar foto dentro de casa..." e " tomarei as medidas legais...", declarou o fenômeno. Roberto Carlos ainda não se pronunciou sobre o assunto.


Fotos: José Mariano / AE
Ronaldo nunca foi flagrado fumando em sua vida pública, pelo contrário, sempre evitou ser fotografado bebendo e fumando. Nas vezes em que isto aconteceu foram em momentos particulares. Ronaldo e Roberto Carlos sempre foram bons exemplos dentro e fora dos campos como pessoas públicas, o que fazem ou deixam de fazer no âmbito particular é problema deles.

Todos temos direito a ter uma vida particular. No meu entender, invasão de privacidade não é jornalismo. É sim sensacionalismo barato.

16/02/2011

O futebol mais bonito da Europa


É hoje. À partir das 17h45 (na tv, BAND ,ESPN, ESPN HD e na internet ESPN 360º, GLOBOESPORTE.COM) acontece o que promete ser o jogo mais bem jogado das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa 2010/11. Arsenal e Barcelona se enfrentam no Emirates Stadium em Londres.

O prognóstico acima provem do estilo de jogo de toque de bola, belos lances individuais e jogadas bem trabalhadas que são muito parecidos nas duas equipes. A diferença está nas peças que cada treinador têm a sua disposição para montar suas equipes.

Na equipe espanhola, destacam-se os últimos três finalistas do prêmio de melhor jogador da FIFA, Xavi, Iniesta e o eleito na ocasião, Messi. Além de ótimos "coadjuvantes", o Barça tem, talvez, a melhor categoria de base européia. Sete jogadores formados no clube são titulares e vários outros compõem o banco de reservas.

Pelo lado dos Gunners (apelido do time inglês) destaca-se o trio anglo-hispânico-holandês com Walcott, Fábregas e Van Persie. O espanhol vem se destacando ano após ano, joga muito. O holandês Van Persie é um bom atacante porém se destaca também pelo número de contusões que o prejudica. Nesta temporada parece ser mais regular pelo fato de não ter tido nenhuma contusão mais grave. Já o inglês Theo Walcott faz uma boa temporada e está bem mais maduro que nos anos anteriores. Os londrinos apostam em sua rapidez e habilidade pelo lado direito do ataque.

Na verdade, o grande jogador do Arsenal na temporada é o francês Nasri. No entanto, acaba de se recuperar de uma contusão e não tem escalação garantida. Provável que fique no banco de reservas e entre no decorrer da partida.

O grande desfalque da partida é o experiente capitão da equipe catalã Puyol, que fica de fora machucado.

São as duas equipes que mais gosto de ver jogando nos últimos anos no futebol europeu e acredito que, como nas edições anteriores, o Barcelona deve levar vantagem e passar às quartas de final. Porém no futebol, diferentemente de outros esportes, é grande a possibilidade de haver surpresas e só saberemos se o Barça avança mesmo depois que o árbitro apitar o final de jogo na partida de volta, na Catalunha, que está marcada para o dia 8 de março no Camp Nou.

09/02/2011

Impossível até para o Gênio da Lâmpada...

Deixa te contar uma boa...

Uma vez, um cara andava tranquilo pela rua quando avistou uma lâmpada mágica. Logo que a pegou, começou a esfregar e surgiu um Gênio de dentro dela....

Então, o Gênio disparou: "Vc tem direito a um pedido!"

O rapaz pensou bem e pediu: " Minha mãe faleceu ano passado e sinto muita falta dela. Quero q vc a traga de volta!"

O Gênio então foi logo se explicando: " Olha, eu gostaria muito de realizar seu pedido, porém reviver alguém é muito, mas muito mesmo difícil... vc terá de fazer outro pedido."

O rapaz então pensou bastante e pediu: "Quero então ver meu Corinthians campeão da Libertadores!"

E o Gênio: "Qual é o nome da sua mãe mesmo??"

Desculpa aos corinthianos pela brincadeira.

Motta na Bota

Proveniente das categorias de base do Juventus-SP e nascido em São Bernardo do Campo - SP, Thiago Motta é o mais novo jogador brasileiro prester a debutar por uma seleção estrangeira. É que ele acaba de receber sua primeira convocação para atuar na seleção italiana de futebol em partida que será disputada hoje contra a Alemanha, em Dortmund. Se você tem TV a cabo, Sportv 2 e Esporte Interativo prometem transmitir às 17h45, horário de Brasília.

O histórico de jogadores brasileiros atuando por outras seleções é vasto, normalmente são jogadores que devido à falta de espaço na seleção brasileira acabam optando por uma nova nacionalidade. São os casos de Marcos Sena, campeão europeu com a Espanha, Cacau e Kuranyi na Alemanha e Deco, Pepe e Liédson (que acaba de voltar ao Brasil pra jogar no Corinthians) na seleção portuguesa só pra citar grandes seleções. Em países de menor tradição no futebol isso também ocorre em larga escala.

A prática já vem do passado. Altafini, conhecido no Brasil como Mazzola, surgiu no Palmeiras na década de 1950 e jogou a Copa de 1958 por seu país, mas depois de se transferir para o futebol italiano e ter grande sucesso passou a jogar pela Squadra Azzurra a partir de 1961.

No Futsal, é ainda mais flagrante. As seleções da Itália, Espanha e até da Rússia são recheadas de brasileiros, chegando ao cúmulo de a equipe italiana ser completamente formada por jogadores do Brasil.

Acredito no livre arbítrio e se um jogador quer jogar vestindo a camisa de outro país o problema é dele. Porém, sou a favor de que ele cumpra alguns requisitos como por exemplo viver naquela nação por pelo menos cinco anos e que ele nunca tenha jogado por seu país de origem.

A FIFA proibe jogadores que atuaram por suas seleções adultas de jogar por outra nação. Estão liberados jogadores que atuaram por seleções de base. Entretanto acaba de abrir um precendente no caso de Thiago Motta, pois este já atuou vestindo a camisa canarinho na Copa Ouro de 2003. Naquela ocasião, o Brasil jogou com jogadores sub-23, argumento que a Federação Italiana utilizou para convencer a FIFA a liberar o jogador.

No ínicio desta semana, Mano Menezes se opôs às naturalizações. "Sou contra naturalização. Para mim, o jogador tem que defender o seu país de origem. Jogar pela seleção é defender o país", opinou o técnico brasileiro.

O atual presidente da FIFA, a mesma que liberou Thiago Motta, foi contra a naturalização de brasileiros em entrevista antes do sorteio da fase de grupos para a Copa de 2010. "No Brasil existem 60 milhões de jogadores. Caso não façamos algo sobre os invasores do Brasil podemos vir a ter na Copa de 2014 ou na de 2018 metade das 32 equipes cheias de jogadores brasileiros - afirmou Joseph Blatter.

08/02/2011

Campo Neutro: Complexo de Felipe Melo

Campo Neutro: Complexo de Felipe Melo

Complexo de Felipe Melo

Expulso no jogo da desclassificação brasileira na Copa da Africa do Sul depois de entrada violenta e maldosa no atacante holandês Robben, Felipe Melo acaba de tornar um sinônimo para jogador violento e desleal. Veja aqui o video http://www.youtube.com/watch?v=eNtGrM62KVQ&feature=related

Atualmente jogando pela Juventus da Itália, Felipe Melo foi citado por Juan, zagueiro da seleção brasileira Sub-20 que disputa o campeonato sulamericano da categoria, ao se dizer não violento depois de sua expulsão na derrota brasileira contra a Argentina.

"Não quero ser rotulado como o Felipe Melo, pensei nisso. Até poderia ser se eu se estivesse brigando, tomando cartão em todos os jogos. Mas o que aconteceu foi uma infelicidade", disse o atleta.

O ex-camisa 5 da seleção principal por sua vez preferiu não polemizar. "Muita gente me mandando mensagens sobre o que o menino da sub-20 disse. Não quero polemicas. É um menino que está correndo atrás do sonho de ser jogador. Eu também já passei pela seleção sub-20, já tive a idade dele e sei que ele vai pensar melhor depois no que disse" postou no Twitter.

Pergunta pra você, raro leitor: Quem é o "Felipe Melo" do seu time?

25/06/2010

Quando o juiz apitou o início de partida esperava eu que veríamos um grande jogo de futebol, como foi na última vez em que Brasil e Portugal se enfrentaram, na re-reinauguração (quantas vezes mais será reformado?) do estádio Mané Garrincha, em dezembro de 2008. Partida vencida pela seleção brasileira com uma goleada de 6 a 2. Ambas equipes jogaram pra vencer. A melhor venceu.
Porém no jogo de hoje, valendo a primeira colacação para os brasileiros já classificados e a classificação para os portugueses, o que se viu foi uma seleção portuguesa totalmente defensiva jogando com quatro defensores (Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fabio Coentrão), cinco meio campistas - três deles volantes (Duda, Raul Meirelles, Pepe, Tiago e Danny) e apenas um atacante (C. Ronaldo) um pouco a frente mas também defendendo quando o time português não tinha a posse de bola.
Do outro lado, a seleção brasileira chegou com uma postura mais ofensiva que a lusa porém esbarrava na falta de criatividade de seus jogadores. Os jogadores que estrearam como titulares foram mal. Julio "Tanque" Baptista ficou a maior parte do jogo escondido no meio do ferrolho português e não conseguiu criar muita coisa. Daniel Alves apareceu mais, vinha buscar a bola na intermediária com mais frequência, no entanto não ajudou Maicon na parte ofensiva pelo setor direito do campo como era esperado, jogou pelo meio o tempo todo. Nas excassas descidas de Maicon pela ponta direita, ninguém da seleção o serviu. Já Nilmar ficou isolado pela esquerda, teve até uma chance na qual concluiu com esperteza e o goleiro Eduardo espalmou para a trave e defendeu, mas sucumbiu frente a defesa lusitana por falta de um meio campo mais criativo que pudesse alimentar o ataque com eficiência.
Michel Bastos mostrou mais uma vez que não é seguro na defesa e nem forte no apoio. Junto com Felipe Mello demonstrou o lado mais fraco do time de Dunga mais uma vez. Ficou claro que sem Robinho e Kaká a seleção fica sem criatividade nenhuma. Eles são os unicos capazes de criar seja em um lance individual de Robinho ou também em um chute de longa distância ou em uma bola enfiada por Kaká.
Talvez o mais lúcido no jogo de hoje da seleção verde e amarela foi Lúcio. Seguro na defesa e ainda ensaindo algumas aparições como volante, papel que Gilberto Silva e também Felipe Mello e Josué desempenharam muito mal. Pelo lado lusitano, quem mais chamou a atenção foi Cristiano Ronaldo apesar da falta de apoio ofensivo de sua equipe tanto que o jogador que mais se aproximava dele era Danny, que não raras vezes aparecia marcando Maicon nos ataques brasileiros pela direita.
Infelizmente, não só pelo futebol medíocre jogado pelas duas equipes o jogo ficou marcado, desde os primeiros minutos a sequência de pontapés e palavrões trocados entre Luis Fabiano, Felipe Mello e o luso-brasileiro Pepe foi lamentável. Parece que existia uma rixa entre eles por Pepe ter se naturalizado português, coisa que lamento pois todos tem o direito de fazer o que quiser de suas vidas.

23/06/2010

Para inglês não ver...

Pelo menos o jogo teve emoção. Apesar de não terem feito um jogo bom, Inglaterra e Eslovênia bem que tentaram atacar, quer dizer, a Inglaterra que dependia da vitória atacou. Aos eslovacos coube se defender e tentar o contra ataque, objetivo pouco satisfeito já que até os 45 min do segundo tempo a derrota por 1 a 0 (gol de Defoe para os ingleses) os satisfazia pois estavam classificados ás oitavas de final até aquele momento.
Então o destino mudou ares e no outro jogo do grupo os Estados Unidos fizeram 1 a 0 contra a Argélia no final do jogo e acabaram se classificando em primeiro, seguidos do English Team. Ambas seleções acabaram a primeira fase com 5 pontos conquistados mas os estadunidenses levam vantagem por terem feito mais gols, 4 contra 2 dos ingleses.
O técnico da Inglaterra mexeu em algumas posições para este jogo e as mudanças surtiram efeito pois dois dos jogadores que entraram no time nessa partida participaram do gol que os classificou. James Milner (entrou no lugar que era de Lennon na partida contra a Algéria) cruzou da direita para a boa conclusão de Defoe (que entrara no lugar Heskey), de primeira, estufar a rede. As outras alterações de Capello foram a entrada do zagueiro Upson (do West Ham) no lugar de Carragher (do Liverpool), além da manutenção de James (goleiro do Portsmouth) no gol no lugar de Green que havia falhado na estréia da equipe contra os estadunidenses.

Agora os americanos esperam o segundo melhor do grupo D, enquanto que a Inglaterra pega o melhor do mesmo grupo.

28/08/2009

Palmeiras... Vágner LOVEs you!

Depois de passar em branco em mais uma convocação do técnico Dunga para a seleção brasileira, Vágner Love decidiu voltar às origens e voltar aparecer aos olhos do comandante.

Sorte do Palmeiras, sorte do futebol brasileiro, que consegue repatriar, mesmo que não em definitivo, um ídolo da torcida alviverde e mais um jogador acima da média em que estamos nos acostumando a ver no Brasil.

Mais uma vez, parabéns Beluzzo e administração do Palmeiras!